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Regulação Midiática: Soberania Digital como Paradigma Emergente

Neste comitê, a imprensa ocupa uma posição estratégica: não atua apenas como observadora dos processos políticos, mas como agente ativo na mediação entre tecnologia, poder e sociedade. Além de noticiar, a mídia desempenha um papel formativo essencial, ao moldar a percepção pública acerca da dependência tecnológica e da necessidade de políticas regulatórias próprias. Assim, longe de ser um ator periférico, a imprensa constitui um elemento central na consolidação de uma soberania latino-americana que seja não apenas jurídica, mas também informacional e simbólica 

ONU/Evan Schneider

UN News/Evan Schneider

Vivemos em um contexto em que o espaço digital é vasto e a falta de ação regulatória permite que países venham a intervir em processos políticos alheios por meio da internet. Casos recentes de roubo massivo de dados, espionagem digital e o uso estratégico de informações coletadas por plataformas evidenciam que a soberania contemporânea, inserida no espaço virtual, também é fortemente tensionada por atores privados. Em cenários de conflitos diplomáticos ou disputas geopolíticas, o acesso transnacional a dados, autorizado muitas vezes por legislações estrangeiras, pode resultar em exposição estratégica de informações sensíveis, incluindo dados jornalísticos e registros de comunicação sigilosa entre repórteres e fontes.

Durante a simulação, os participantes assumirão uma função estratégica ao reconhecer a mídia como elemento essencial para a consolidação e defesa da autonomia latino-americana no campo tecnológico. A missão principal será afirmar a capacidade decisória regional no espaço virtual, passo indispensável para enfrentar desafios contundentes como a concentração de poder nas grandes corporações digitais, os ataques cibernéticos, os vazamentos de dados e a instrumentalização da desinformação.

Na prática, sob a orientação dos diretores acadêmicos e exercendo uma liberdade editorial responsável, os delegados-jornalistas representarão diferentes veículos de comunicação — desde os grandes conglomerados da mídia tradicional até plataformas alternativas. Trabalhando em duplas ou grupos, os participantes terão a missão de produzir conteúdos em tempo real sobre os debates. Artigos, reportagens, entrevistas, coberturas audiovisuais e notas rápidas farão parte da intensa rotina do comitê, com publicações concentradas principalmente no perfil oficial @amunpress no Instagram.

Ao investigar, analisar e divulgar tais dinâmicas, o desafio da imprensa será fortalecer a transparência e a responsabilização dos atores que concentram esse poder tecnológico. Dessa forma, ao refletir criticamente sobre a ética na produção e disseminação de conteúdos, o comitê convida os delegados a se tornarem agentes conscientes dos impactos políticos da comunicação e defensores essenciais da nossa autodeterminação no século XXI.

Obs. Esse comitê será bilíngue

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