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A América Latina existe:
identidades que se encontram, memórias que resistem, soberanias que florescem.
Honrando um legado de compromisso com a transformação social através do pensamento crítico acerca da salvaguarda das raízes, dos direitos humanos e da reforma da governança global, a 26ª edição do AMUN propõe a renovação desse compromisso ao trazer o debate para dentro de nossa própria casa, a América Latina, e questionar: como se constrói a soberania na região e quem controla as narrativas que a definem?
Partimos da compreensão de que a soberania não é apenas um conceito jurídico inscrito na Carta das Nações Unidas; ela é uma construção histórica, política, econômica e simbólica. Diante de um cenário internacional ainda marcado pela centralidade interpretativa do Norte Global, torna-se imprescindível refletir sobre como a América Latina foi narrada no decorrer da história e como pode narrar a si mesma de agora em diante.
Dialogando com a provocação central de Darcy Ribeiro — "A América Latina existe?" —, questionamos se a região constitui apenas uma construção externa ou se há possibilidade de afirmar-se como sujeito coletivo no sistema internacional. Ser soberano, nesse contexto, é articular uma identidade comum sem apagar as nossas imensas diversidades internas. Nesta edição, os debates irão articular quatro eixos centrais: memória, soberania, identidade e democratização das Relações Internacionais. Acreditamos que a democratização global passa, obrigatoriamente, pelo reconhecimento da pluralidade de experiências latino-americanas e pela ampliação de vozes historicamente marginalizadas nos espaços de poder.

Darcy Ribeiro
Como será o AMUN 26?
Ao longo de todo o ano, a equipe atua na construção de uma experiência imersiva e plural, com foco em excelência acadêmica, inclusão social e inovação organizacional. A conferência acontecerá entre os dias 05 a 08 de novembro de 2026, em Brasília, reunindo estudantes de todo o país para debater grandes temas da política internacional contemporânea.

Secretários da 26ª edição
A estrutura do AMUN 2026 preserva o modelo de secretariado triplo, Secretariado-Geral, Acadêmico e Administrativo, e conta com células especializadas em áreas como Arte e Marketing, Cerimonial, Logística, Relações Públicas, Gestão de Pessoas e Finanças. Além disso, cada parte do projeto é pensada com atenção aos detalhes, desde o treinamento de diretores até a logística dos espaços e o acolhimento de participantes.
Englobados pelo escopo da secretaria acadêmica, além do Comitê de Adequação e Treinamento (CAT), responsável pela capacitação acerca de regras e procedimentos e pela prestação de suporte contínuo ao longo da conferência, estão previstos cinco comitês temáticos: a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), de caráter jurídico, conduzido em português, o comitê será palco de um julgamento centrado na responsabilização do Estado sobre violações aos direitos humanos e sobre a preservação da memória como escolha política e como instrumento de construção da soberania; a Organização dos Estados Americanos (OEA), conduzido em inglês, o debate será direcionado às disputas por soberania territorial em áreas geopoliticamente e ambientalmente estratégicas a partir da expansão do crime transnacional na Amazônia; a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), conduzido em portugês, o comitê, com ênfase econômico, abrigará a discussão sobre as face políticas do financiamento externo, tensionando o reforço da dependência e o avanço no desenvolvimento regional; o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), conduzido em inglês, o comitê encapsula os desafios práticos da deliberação global, abrangendo através de sua temática, centrada na intervenção militar, a análise crítica dos limites do Direito Internacional; e o Comitê de Imprensa, que simulará a cobertura jornalística dos debates trazendo à tona na prática os desafios da regulação midiática sob a ótica soberania digital;
Para além de uma simulação, o AMUN é uma comunidade de diversidade, pensamento crítico e construção coletiva. Em 2026, consolidamos esse propósito em uma edição fundamentada na certeza de que a América Latina existe através do encontro de nossas identidades, de que se afirma como sujeito coletivo através da resistência das nossas memórias e de que floresce se construindo soberana através de diferentes faces.
Se interessou pela 26ª edição do AMUN?
As inscrições para a simulação do AMUN 26 estão abertas de 20 de julho a 23 de agosto. Consulte o edital para mais informações e preencha o formulário para garantir sua vaga de delegado. Mas atenção que as vagas são limitadas, não deixe para última hora!

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